4 janeiro 2026 - 23:30
EUA e Israel buscam provocar instabilidade no Irã após derrota na guerra de 12 dias, afirma ativista libanesa da mídia

A ativista libanesa da mídia Zaynab Farhat afirmou que as recentes agitações refletem um projeto de longa data voltado à desestabilização do Irã.

Agência de Notícias AhlulBayt (ABNA) – Após a derrota dos Estados Unidos e de Israel em uma guerra de 12 dias, surgiram indícios de esforços organizados para deslocar a pressão para o interior do Irã, por meio da ampliação da instabilidade econômica e social. Nesse contexto, o Líder Supremo da República Islâmica enfatizou a clara distinção entre protesto legítimo e tumultos, alertando que explorar as demandas populares para gerar insegurança é inaceitável.

Em entrevista à Agência de Notícias AhlulBayt (ABNA), Zaynab Farhat afirmou que as mobilizações recentes fazem parte de um projeto antigo de desestabilização, reiteradamente levado adiante pelos Estados Unidos e por Israel, ao custo de centenas de milhões de dólares.

Segundo Farhat, o eixo Estados Unidos–Israel vem, há anos, buscando levar protestos às ruas por meio de apoio financeiro direto a redes e lideranças envolvidas na incitação à instabilidade.

Ela acrescentou que os adversários do Irã se aproveitam de qualquer acontecimento interno — desde desafios econômicos até incidentes sociais — para exagerar e distorcer a realidade. Segundo afirmou, a recente alta da taxa de câmbio do rial frente ao dólar tem sido utilizada como novo pretexto para incitar instabilidade após o mais recente revés.

Farhat identificou a “conscientização pública e o esclarecimento” como as ferramentas mais eficazes para enfrentar tais projetos, apontando a experiência dos veículos de comunicação em Gaza. Segundo ela, a publicação contínua de imagens autênticas e relatos em primeira mão pode influenciar a opinião pública mundial.

Ela também alertou que vídeos editados de forma seletiva e áudios manipulados estão entre as principais ferramentas utilizadas por agitadores para deturpar e inverter a verdade.

Ao enfatizar a dimensão midiática internacional, Farhat afirmou que os meios de comunicação iranianos devem ampliar a produção de conteúdo para além do persa, incluindo árabe e inglês, observando que públicos não iranianos, em razão do predomínio da mídia ocidental, estão mais expostos a narrativas enganosas sobre a situação interna do Irã.

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